Flexibilizar

Flexibilidade demais incomoda! Flexibilidade demais incomoda! Pernas nas axilas e pés pelas mãos chegam a dar aflição, seja no contorcionista do circo, seja no circo que virou a fisiológica política brasileira. Por outro lado, se falamos em flexibilidade cognitiva no desenvolvimento infantil, isso sim é algo a se admirar como uma obra de arte ou expressão de Deus.

Flexibilizar é uma das mais importantes funções executivas a ser educada na criança e compreende a habilidade de considerar diferentes alternativas para a resolução de um problema ou execução de uma ação, permitindo adaptação a diferentes contextos, tolerância às frustrações e correspondência às diversas demandas da vida. A flexibilidade cognitiva também permite entendermos melhor a nós mesmos e nos colocarmos no lugar do outro (empatia), habilidades essenciais para o bem estar psicológico, aprendizado e bom desempenho social. Flexibilizar é indispensável para que naveguemos na vida diária, onde “os ventos e o mar” se modificam a cada instante.

Crianças com dificuldades de flexibilizar apresentam risco 1,7 vezes maior (70%) de baixo desempenho escolar, 2,7 vezes maior (170%) de problemas de saúde mental e 10 vezes maior (900%) de ser portadora do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade.

Como para as demais funções executivas, hoje existem métodos de vanguarda, cientificamente desenvolvidos para avaliar e estimular essa habilidade através do processo educacional.

Venha para esse debate conosco na COMUNIDADE APRENDER CRIANÇA!

1 Arruda, M. A., Mata, M. F. & Arruda, R. Executive functions, mental health and school performance in preadolescent children: a population-based study submitted (2015).
2 Arruda, M. A. et al. Cartilha do Educador do Projeto Atenção Brasil: saúde mental e desempenho escolar em crianças e adolescentes brasileiros. Análise dos resultados e recomendações para o educador com base em evidências científicas. . (2010).
3 Arruda, M. A. & Arruda, R. (Instituto Glia, Brasil, 2015).

Dr. Marco Antônio Arruda
Diretor do Instituto Glia
Neurologista da Infância e Adolescência
Doutor em Neurologia pela Universidade de São Paulo

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